quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Até os 17 anos, o Natal era uma data que me deixava muito ansioso. Ansioso pela pela arrumação da casa, pela preparação da ceia, pela troca de presentes...tudo isso sempre foi muito bom (tenho ótimas lembranças desses momentos. Hoje em dia, o Natal continua me dando ansiedade, porém é uma ansiedade com um quê de angústia. Por quê? Não sei. Sei que mudou. Eu mudei. Natal não me parece mais uma data alegre. A chuva que cai agora contribui ainda mais para essa minha percepção. Acho que é normal todo mundo ficar 'meio melancólico' com a 'chegada do Papai Noel'. Agora tenho uma visão menos 'mercadológica' da data e talvez mais 'reflexiva'. Enfim, faltam alguns dias para que 2009 dê as caras e a mim resta terminar minha lista de resoluções (mentira!, eu nem faço...) e pensar na festa para brindar a chegada do ano novo. Essa sim eu adoro e, pelo menos aqui em casa, é diversão garantida!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

when you´re gone i realized
that u were the best (and the worst)
thing that happened to me...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

But if i die tonight....

at least I can say I do
what i wanted to do!


Depois de uma viagem fantástica, de um show inesquecível, ... acho melhor nem falar muita coisa. O melhor que tenho a fazer agora é compartilhar minhas lembranças com o meu travesseiro. A propósito, o Rio de Janeiro continua lindo mesmo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Happy B´Day!

Além do Dia do Palhaço, hoje também é aniversário da minha melhor amiga. Se bem que acho que melhor amiga ainda é pouco pra definir o papel que ela tem na minha vida. Em 15 anos de amizade, de cumplicidade, foram pouquíssimas as brigas. Infindáveis foram as vezes em que rimos juntos, que vivemos situações MUITO engraçadas, momentos marcantes que passamos juntos, bons e também maus momentos (esses sempre em menor escala).
É impossível pra mim imaginar minha vida sem a presença dela. Mesmo! Mesmo que a gente venha a morar em estados diferentes, em países diferentes (Londres, tô chegando, OI?!) acho que nem isso vai fazer com o que o amor que a gente sinta um pelo outro diminua. Pelo contrário...acho que só fortalecerá. Fortalecerá assim como o tempo tem feito

Se tem uma pessoa que tem o nome perfeito, essa pessoa é ela. Letícia significa alegria (do latim alacre - momento Niamei também é cultura...). E alegria é o que todos sentem quando estão na presença dela. Apesar de ter pouco mais de um metro e meio (kkkkkkkkk) sua luz, seu sorriso e sua capacidade de contagiar a todos que a cercam são GIGANTES!

Poderia ficar hoooras aqui falando sobre nós e sobre como ela é importante pra mim mas tenho que terminar o 'presentinho' dela.......

domingo, 7 de dezembro de 2008

confusão|oãsufnoc

Confusão mental. Sempre tive problema para organizar minhas idéias. No caminho de volta pra casa (final de semana na praia com os colegas da FABICO) vinha tentando organizar minhas idéias de uma maneira que fizesse sentido e eu pudesse colocar tudo por aqui. Esforço em vão. Sentado na frente do computador, parece que meus dedos, ao digitar, estão numa velocidade infinitamente menor que a dos meus neurônios, ao processar as informações.

Vamos por partes:
1. Final de semana muito bom. Me diverti horrores e bebi horrores também. Aliás, todos que estavam lá em casa beberam e se divertiram horrores. (Nota mental: da próxima vez que convidar 17 pessoas pra ir na tua casa passar o final de semana, compre copos descartáveis e esconda os de vidro.)

2. Grêmio não ganhou o campeonato. Já esperava...mas até acontecer de fato, sempre fica uma pontinha de esperança de que, no final, tudo vai dar certo. Como todas as expectativas foram superadas acho que foi tudo muito válido. Parabéns ao puta planejamento que fez do São Paulo hexacampeão (tri consecutivo). Tô me interessando por futebol mais do que eu já pude imaginar. E que venha a Libertadores 2009!!!

3. Semana vai ser corrida. Um monte de encomendas a serem entregues e mais os preparativos para a viagem (viajo na sexta, às 14h). Agora que falta exatamente uma semana pro 'show do ano', eu tô muito despilhado. Acho que vou voltar a escutar Hard Candy pra ver se a animaçã volta.

4. Sempre fico meio 'down' com a chegada dessa época de festas. O final de semana em boa companhia serviu pra eu me desligar um pouco dessa minha nóia. Agora de volta à PoaHell minha 'agonia natalina', retorna também. Não sei o que se passa. Fico chato. De verdade. Eu que, quando pequeno, aguardava ansiosamente o momento de enfeitar a casa para o Natal agora quase sinto náusea quando olho um papai-noel. Pra colaborar, o fim do ano anuncia também a chegada do meu aniversário. O que também me deixa "meio assim". Não é segredo pra ninguém que eu não gosto do meu aniversário. Meu exacerbado fatalismo capricorniano só consegue enxergar o aniversário como um ano a menos para eu viver. Me sinto estranho. Entrei nesse assunto e a confusão mental aumentou. Minha cama me chama....

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Na Rua dos Cataventos....

Peço um café. Simples. Ele vem frio, acre, sem cheiro algum. Se minha intenção era me acalmar, após tomar esse café, creio que só piorei a situação.
A Rua dos Cataventos, local que sempre me trouxe muito bem estar, agora me pareceia um local sem sentido algum, opressivo, agoniante até. Todas essas sensações em sintonia com o meu interior; ansiedade, inquietude, nervosismo. Outro cigarro.
O que ele quer comigo? Será algo de grave? Temo que sim. Nossa amizade nunca foi das mais próximas. Ainda que nos últimos dias isso tenha um mudado um poco, estranho seu chamado de urgência. Meu Deus!, nessas horas que a gente vê como o tempo é relativo. Seus cinco minutos de atraso, para mim, parecem uma eternidade. Mais um cigarro e nada.
Se eu realmente não tivesse noção do que ele quer comigo, talvez tamanha apreensão não se fizesse presente. O pior de tudo é que eu imagino o que está por vir. Imagino não: eu sei. Eu sinto! Último cigarro; preciso comprar mais.
As pessoas passam, sinto que elas me olham e parecem de alguma forma perceber minha agonia. Logo eu, sempre tão calmo, sossegado, vejo agora meus chakras em total desordem. Tudo isso por conta de uma ligação. Uma ligação dele é verdade, mas somente uma ligação - que não durou nem um minuto: " Casa de Cultura, às cinco horas, no café, be there!"
Deu, lá vem ele. A tensão aumenta. Preciso urgentemente de um cigarro. A conversa finalmente tem início, sem rumo certo, aleatória. Agradeço por isso. Sei onde ele quer chegar. O final de semana, a prova da segunda, o rigoroso frio que se mostrava presente como se quisesse tornar aquela situação mais gélida, tensa... tudo isso passava despercebido. Detinha-me em brincar com a colher que ainda estava sob a mesa, próximo à xícara. Evitava encarar seu olhar. Naquele momento, seus olhos pareciam mais claro do que nunca e o seu brilho denunciava o que ele diria em seguida.
O que eu mais temia, o que eu mais desejava, tornara-se realidade diante de mim. Ele disse o que eu queria. O que eu desejava ardentemente. O que havia tirado meu sono durante várias noites. O que, com certeza, iria mudar as coisas dali pra frente. O que me dava uma certa expectativa de novos tempos, novos tempos de felicidade. De novos tempos sem conflitos. Sem conflitos internos. Novos tempos de verdade, da minha verdade, da nossa verdade.
Sempre gostei de discursos longos, sempre fiz discursos longos. Nunca gostei de bilhetes. Gostava era de cartas, longas cartas. Contrapondo tudo isso, foram três palavras, três pequenas palavras que mudaram a minha vida. Três palavras que, se não fossem ditas por ele, não fariam o menor sentido. Ele, logo ele!
Agora que minha inquietude já passou, agora que eu poderia ficar mais algumas horas conversando com ele, ele simplesmente se levanta e vai embora. Filho da mãe! Larga a bomba e vai embora. Deixa-me sem reação, sem saber o que fazer. Isso é engraçado: a gente fica imaginando infindavelmente uma situação, organiza meticulosamente todas as palavras a serem ditas, ensaia o olhar, o sorriso, até mesmo a posição das mãos. Porém, quando a situação se mostra concreta, ela se desenha totalmente diferente daquilo que imaginávamos. Então não te resta outra alternativa que não seja "deixar rolar"...
Já que ele se foi, fico eu aqui com os meus pensamentos, dimensionando o impacto que vai ter em minha vida o que recém foi dito.
A Rua dos Cataventos volta a me trazer paz, bem estar, leveza, felicidade. Mais um cigarro, mais um café. Dessa vez ele vem forte, com seu cheiro delicioso, muito quente e levemente doce e, como que prenunciando os doces tempos que estavam por vir, com uma bela camada de chantilly no topo.
Dezembro/2004


Acabou. Faz tempo, mas acabou. E pior, acabou o que nem bem tinha começado. Aí me dizem "O tempo cura tudo". Engano. Na verdade, o que o tempo faz é nos ensinar a disfarçar as feridas (para nós e para os outros). A gente oculta, esconde, encobre e até finge não perceber, mas elas continuam sempre ali; sensíveis, pungentes, dolorosas. Ao menor toque, como um tornado, (pequeno, porém intenso) elas ressurgem e se mostram mais perceptíveis do que nunca.
O tempo, definitivamente, não curou. Pelo contrário, aumentou, afligiu, torturou.



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Santa Chuva

[...]

vai chover de novo
deu na TV
que o povo já se cansou
de tanto o céu desabar
e pede a um santo daqui
que reza a ajuda de Deus
mas nada pode fazer
se a chuva quer é trazer você pra mim
vem cá, que tá me dando uma vontade de chorar
não faz assim
não vá pra lá
meu coração vai se entregar
à tempestade...


[...]

Poutz! é Santa embaixo d´água, é chuva e mais chuva em poahell também. Haja saco (e guarda-chuva). Finalmente acabou o semestre. Quer dizer, QUASE! Vou ter que entregar um trabalho SÓ porque coloquei as referências fora da ABNT e ficaram faltando duas "crasezinhas" no texto (dá pra mandar por mail, ainda bem!).
Hoje aconteceu uma coisa, no mínimo, inusitada: estávamos eu e meus colegas andando pela Osvaldo, quando DONADA, um cara todo mal vestido, com jeito daqueles que vivem na rua falou pras gurias: Hello to one, two, three (apontando uma por uma) lovely girls! E não foi só isso. Cara, ele sabia MESMO falar inglês. E BEM! Fiquei pensando como ele tinha ido parar ali ou que estava fazendo com aquelas roupas. Confusão mental por alguns minutos.

ps: muito bom estar com o coração em paz, tranqüilo! :D



segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

dando no uma quebrada no momento mpb...

Quem disse que eu consigo parar de escutar "808´s and Heartbreak", último cd do Kanye West? O cara é mesmo foda. Adooooro! Onze músicas onde só uma é do tipo "ok, next"...

Calmaria e Vendaval

[...]
Choro e canto, mato e morro,

Corro entre o bem e o mal.
Sem querer faço da vida
Calmaria e vendaval,
Passarinho e águia brava,
[...]

Até dez minutos atrás, desconhecia essa música - autoria de Toquinho e Vinícius.
Tudavê com o meu momento e talz. Claro que não ela não é suficiente para descrever tudo que se passa na minha mente capricorniana. "Sem querer faço da vida calmaria e vendaval...". Adoro um drama. Tanto que às vezes faço sem me dar conta. Quase sempre.

Deixando o drama de lado...tô louco pra que chegue sexta-feira; trip with my superficial friends.
Let´s go to the beach, bitch!

A propósito, dezembro - mês das trips; dia 12 me voi pro Rio ver a Madge. Se bem que o show, motivo da viagem, tá começando a ficar em segundo plano. Rever o pessoal acho que vai acabar sendo o ponto alto e talz....


domingo, 30 de novembro de 2008

Sobre as vontades...

Dentre todas, a vontade de escrever é a que tem se mostrado mais latente ultimamente. Talvez eu sinta essa falta de escrever por não ter mais uma agenda/diário. Quem me conhece pode até pensar o contrário mas eu sempre preferi escrever à falar. Falo bastante, é verdade...mas gostaria de poder escrever mais ainda.

Foi essa vontade - a de escrever - que não estava me deixando dormir e fez com que eu me levantasse, ligasse o computador e criasse esse blog. Então surgiu a dúvida: que nome dar a ele? Pensei em variações do meu nome, fragmentos de músicas...ih, em um monte de coisa. Nenhuma me parecia boa o bastante. Foi então que comecei a pensar desde quando tenho o interesse por ler e escrever. Certamente não foi o primeiro, mas o livro que mais marcou esse despertar para o 'mundo das palavras' chamava-se A Bolsa Amarela, da Lygia Bojunga Nunes. Não lembro ao certo em que ano foi isso, mas é certo que faz bastante tempo. O livro, sem dúvida alguma, é muito bom. Conta a história de uma menina, Raquel, e, obviamente, sua bolsa amarela. Nessa bolsa ela guardava de um tudo. Tudo e mais três coisas. Três vontades. Com o passar do tempo, esse 'tudo' que ela colocava na bolsa, teve que ser retirado. Isso porque as três vontades estavam ocupando um espaço cada vez maior. Elas cresciam desordenadamente e sem que Raquel pudesse interferir. As vontades eram: a de crescer, a de se tornar menino e a de escrever. Essa última ocupava um lugar consideravelmente grande se comparado ao das outras duas.

Na minha bolsa, que não é amarela, a vontade de escrever também disputa lugar com outras. Duas também, mas sobre elas eu escrevo outra hora...



Só pra finalizar...
De vez em quando eu tenho umas vontades meio estranhas. A que tá me dando agora, e que não tá na bolsa, é a de, somente por um instante, que eu desconhecesse toda e qualquer música que não fosse cantada em português. Só por um momento. Talvez seja porque eu estou escutando Elis. Há quem não goste dela, mas sempre que eu a escuto fico com a idéia de que não tem nada melhor do que música brasileira. Já que falei em Elis, vou ter que dizer que a vontade de me auto flagelar por ter perdido o show da Maria Rita, filha dela, na sexta, é muito grande.