domingo, 30 de novembro de 2008

Sobre as vontades...

Dentre todas, a vontade de escrever é a que tem se mostrado mais latente ultimamente. Talvez eu sinta essa falta de escrever por não ter mais uma agenda/diário. Quem me conhece pode até pensar o contrário mas eu sempre preferi escrever à falar. Falo bastante, é verdade...mas gostaria de poder escrever mais ainda.

Foi essa vontade - a de escrever - que não estava me deixando dormir e fez com que eu me levantasse, ligasse o computador e criasse esse blog. Então surgiu a dúvida: que nome dar a ele? Pensei em variações do meu nome, fragmentos de músicas...ih, em um monte de coisa. Nenhuma me parecia boa o bastante. Foi então que comecei a pensar desde quando tenho o interesse por ler e escrever. Certamente não foi o primeiro, mas o livro que mais marcou esse despertar para o 'mundo das palavras' chamava-se A Bolsa Amarela, da Lygia Bojunga Nunes. Não lembro ao certo em que ano foi isso, mas é certo que faz bastante tempo. O livro, sem dúvida alguma, é muito bom. Conta a história de uma menina, Raquel, e, obviamente, sua bolsa amarela. Nessa bolsa ela guardava de um tudo. Tudo e mais três coisas. Três vontades. Com o passar do tempo, esse 'tudo' que ela colocava na bolsa, teve que ser retirado. Isso porque as três vontades estavam ocupando um espaço cada vez maior. Elas cresciam desordenadamente e sem que Raquel pudesse interferir. As vontades eram: a de crescer, a de se tornar menino e a de escrever. Essa última ocupava um lugar consideravelmente grande se comparado ao das outras duas.

Na minha bolsa, que não é amarela, a vontade de escrever também disputa lugar com outras. Duas também, mas sobre elas eu escrevo outra hora...



Só pra finalizar...
De vez em quando eu tenho umas vontades meio estranhas. A que tá me dando agora, e que não tá na bolsa, é a de, somente por um instante, que eu desconhecesse toda e qualquer música que não fosse cantada em português. Só por um momento. Talvez seja porque eu estou escutando Elis. Há quem não goste dela, mas sempre que eu a escuto fico com a idéia de que não tem nada melhor do que música brasileira. Já que falei em Elis, vou ter que dizer que a vontade de me auto flagelar por ter perdido o show da Maria Rita, filha dela, na sexta, é muito grande.

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